Obrigado pela vossa compreensão.
sábado, novembro 05, 2005
NARITA 015 - 2005/11/05
Obrigado pela vossa compreensão.
terça-feira, novembro 01, 2005
Parabéns Hello Kitty ! ! ! !
Não sei se foi presente de aniversário ou não mas a companhia aérea EVA Air decidiu dar este brinde à Kitty-chan. As imagens valem mais do que mil palavras...
Tanjoubi omedetou Kitty-chan ^_^;
sábado, outubro 29, 2005
NARITA 014 - 2005/10/29
Viajamos hoje com o destino à música alternativa, ou, se perferirem, música indie japonesa. À semelhança de outros panoramas musicais, também no Japão e diversidade de estilos é enorme e, tal como acontece sempre que se tenta catalogar bandas, pode falar-se de um estilo Indie nipónico. A viagem do Narita de hoje tem como passageiros algumas das bandas conotadas com este estilo, como os primeiros a embarcar esta noite, os Ocean Lane com Sign.
01. Ocean Lane - Sign
02. Penpals - I guess everything reminds you
Encontraram-se nos mesmo círculos musicais na universidade - um tocava bateria, o outro tinha uma voz entre o infantil e o maníaco. Pouco depois acrescentaram um baixista à formação e assim surgiram os Sambomaster, de Takeshi Yamaguchi, Yasufumi Kiuchi e Yoichi Kondo. Alcançaram maior reconhecimento deste lado do mundo com o tema de abertura da série de animação Naruto, com que ficamos nos próximos minutos.
03. Sambomaster - Seishun Kyosokyoku
04. Hoover's Ooovers - Sode no nai buruu no wanpiisu
05. Yougurt Pooh - Outsider
Há quem se questione se há estilo musical que a banda que se segue não consiga interpretar. Masahiko Shimura, dono de uma versátil voz conheceu Takayuki Watanabe no liceu; decidiram formar uma banda e foram buscar o nome à fábrica do pais de Watanabe. Falamos dos Fuji Fablic, que mais tarde vieram a incorporar também o teclista Tadakoro Sachiko. Após o lançamento de 3 álbuns, Watanabe deixa a banda alegando divergências criativas, mas os Fuji Fablic prosseguiram, estando mesmo prontos a lançar um novo álbum já no dia 9 de Novembro (2005). Ouvimos já de fundo o singles que lançaram em Fevereiro deste ano - Ginga.
06. Fuji Fablic - Ginga

07. Ellegarden - My favorite song
Corria o mês de Dezembro de 1998, quando, em Fukuoka, Abe Kousei, Itou Shinichi, Abe Mitsuhiro e Nakayama Akihito decidiram formar os Sparta Locals, cujas actuações foram descritas pelo líder dos Quruli como "tão cool que fazem sangrar narizes" - expressão idiomática japonesa. Com os Sparta Locals embarca uma bailarina de Tóquio - a tripulação adverte para a existência de um posto de primeiros socorros em http://naritaruc.blogspot.com/. Este vôo também está equipado com sugestões culturais: esta semana a tripulação do Narita recomenda uma passagem atá dia 30 de Outubro pela Anipop, mostra de animação e cultura japonesa, na delegação do IPJ do Parque das Nações em Lisboa.
08. Sparta Locals - Tokyo Ballerina
09. Bandwagon - One more word
Começaram em 1995 por se chamar Lucy Van Pelt, a amiguinha de óculos de Snoppy. Devido a questões de direitos de autor, mudaram em 1998 o nome para Advantage Lucy. Perseguidos pela tragédia, Aiko e Yoshiharu shizaka são agora os elementos restantes da formação inicial, após a saída do baterista e da morte do guitarrista. Apesar de tudo isto, continuam a fazer música bem disposta. Para ouvir fica Fizz Pop.
10. Advantage Lucy - Fizz Pop
Já a banda tinha tocado alguns concertos quando finalmente Aiha Higurashi decidiu dar-lhe um nome. A inspiração veio de uma faixa dos XTC, e assim apareceram as Seagull Screaming Kiss Her Kiss Her que rapidamente conquistaram uma vasta legião de fãs nos Estados Unidos, chamando a atenção de nomes como Mogwai, Yo La Tengo ou Modest House. Em 2002 a banda chega ao fim - mesmo assim, ainda hoje continuam a ganhar fãs. Não consta da nossa rota de vôo uma passagem pela América, mas ficamos com Down to México das Seagull Screaming Kiss Her Kiss Her.
11. Seagull Screaming Kiss Her Kiss Her - Down to Mexico
Se no Japão abundam nomes de bandas originais, este é dos expoentes das imaginação nipónica. Os Thee Michell Gun Elephant, ou TMGE, foram inspirar-se também ao trabalho de outra banda para arranjarem nome, neste caso aos Damned. Muitas vezes comparados aos Ramones, algo possuídos e muito energéticos, os TMGE transformam este vôo num Electric Circus.
12. Thee Michelle Gun Elephant - Electric Circus
Fundados em Yokohama, os senhores que se seguem são mais um caso de sucesso além fronteiras, concertos frequentes nos Estados Unidos e Reino Unido. Com uma sonoridade algures entre os My bloody Valentine e Pale Saints, os Luminous Orange entram neste vôo com Give a Hint.
13. Luminous Orange - Give a hint

Vôo em rota alternativa de Narita quase a chegar ao fim, não sem antes passarmos pelos Supercar, que é frequentemente comparada a outro ícone da música alternativa, os Radiohead. Formados em 1995, os Supercar foram sempre sendo bem recebidos mas atingiram maior projecção quando o seu tema "Drive" foi utilizado num programa televisivo. No ínicio deste ano, os membros da banda decidiram terminar a viagem para prosseguirem carreiras a solo. Dos Supercar fica até ao momento de contacto com o solo o tema Sunshine Fairyland. Nós por cá, e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que tenham tido uma boa viagem. Voltamos a embrarca no próximo sábado entre as 21 e as 22h. Mata raisshu.
14. Supercar - Sunshine Fairyland
terça-feira, outubro 25, 2005
NARITA 013 - 2005/10/22
Hoje deixamos os desenhos animados de parte e fazemos a nossa primeira incursão pelo cinema japonês. Sem perdermos tempo iniciamos a viagem com um nome incontornável do cinema japonês, Takeshi Kitano.


Na recta final recuperamos um filme de outros dos incontornáveis do cinema japonês, Akira Kurowasa. Sanjuro, realizado em 1962, que não é mais que uma sequela, por assim dizer, de Yojimbo, o samurai que volta à cena. Desta vez, Yojimbo junta-se a um grupo de jovens que pretende acabar com a corrupção da cidade. No entanto o samurai não é propriamente o nobre guerreiro que os jovens pensam. Mais acção, mais drama, mais batalhas e mais uma vez a música de Masaru Satoh a acompanhar.
sexta-feira, outubro 14, 2005
NARITA 012 - 2005/10/14
O destino de hoje, quinta-feira, 13 de Outubro, é o J-Rock. Descendente do rock psicadélico ocidental, o J-Rock, abreviatura para Japanese Rock, surge no Japão no final da década de 60 do século passado inicialmente por grupos que imitavam os seus ídolos anglo-saxónicos. Tal como nesses países, também no Japão este estilo musical se aliou a movimentos políticos juvenis, nomeadamente às revoltas estudantis de Quioto.
O Rock a nível mundial evoluiu e também o J-Rock foi evoluindo, gerando vários sub-estilos e ajudando a criar vários novos panoramas musicais no Japão, desde o noise rock e ao folk rock.
Já de fundo ouvimos Shulla com RINRIN no Negai goto.
Shulla – RINRIN no Negaigoto
Gackt - Wasunerai Kara
Hyde – Evergreen
Formados no início dos anos 90 em Osaka, os L’arc en Ciel tiveram várias formações. A mais recente conta com Yukihiro, Ken, Tetsu (o fundador) e Hyde, o líder da banda também conhecida por Laruku. Actualmente, os diversos membros da banda desenvolvem projectos a solo, como Hyde que acabámos de escutar. Apesar disso a banda oficialmente não se desfez, tendo inclusivamente encetado uma reunion tour em 2003. Dos L’arc en Ciel ficamos com Ray Honey.
L’arc en Ciel – Ray Honey
Glay – Way of Difference
Uma das bandas mais populares no Japão, e também em toda a Ásia, é constituída por Hisashi, Jiro, Takuro e Teru. Falamos dos Glay, oriundios de Hakodate, cujo nome é deliberadamente uma má pronunciação do termo inglês gray, significando o leque entre o preto e o branco que a banda pretende abranger com a sua música. Na verdade, ao longo de dez anos os Glay têm composto êxitos atrás de êxitos, sempre com um som renovado. Aqui ouvimo-los com Way of Difference.
Segue-se outra das incontornáveis bandas do J-Rock – os X-Japan. Banda de culto um pouco por todo o lado, começou a ser congeminada por Yoshiki e Toshi em 1976, quando ambos tinham apenas 12 anos – na altura decidiram chamar-se apenas X. O som desta banda é assumidamente hard rock, como se pode comprovar no tema que já se ouve de fundo, Silent Jealousy.
X-Japan – Silent Jealousy
Durante a próxima semana, será possível visitar o Japão em Portugal. A equipa de vôo do Narita sugere uma passagem pela Cinemateca Portuguesa, onde, de 20 a 22 e 29 de Outubro, decorrerá um mini-ciclo de cinema japonês, com o patrocínio da embaixada do Japão e Japan Foundation. Kenji Mizoguchi e Yasuhiro Ozu são dois dos realizadores a serem vistos ou revistos neste mini-ciclo.
Também no final deste mês, a Anipop (Associação Juvenil para a divulgação da cultura japonesa) realiza um evento dedicado à animação e cultura nipónicas. Anime, Cosplay e workshops de desenho são alguns dos atractivos deste festival a realizar entre os dias 28 e 30 de Outubro, na delegação de Lisboa e Vale do Tejo do IPJ, no Parque das Nações em Lisboa.
Endorphine – The Game
Luna Sea – Into the Sun
Descobertos pelos X Japan, os Luna Sea iniciaram a carreira em 1989 e foram quase tão populares com a banda que os trouxe para a ribalta durante a década de 90. Terminaram a sua carreira em 2000, com dois dias de concertos esgotados no Tokyo Dome. Foram eles que nos elevaram ao Sol com este Into the Sun.
Chega ao fim este vôo de Narita sobre o J-Rock, hoje que estreia em território nacional, mas não ainda em Coimbra, o tão esperado último filme saído dos estúdios Ghibli – Howl’s Moving Castle, em português “O Castelo Andante”. A hora de chegada é a prevista. Mais informações em naritaruc.blogspot.com. Nós por cá, e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que tenham tido uma boa viagem. Relembramos as novas coordenadas dos vôos a partir da próxima semana: Sábados entre as 21h e as 22h, já a partir de dia 22.
Cali Gari – Goodbye
quinta-feira, outubro 06, 2005
Curso Livre de Japonês (FLUC)
Sayourana.
quarta-feira, outubro 05, 2005
NARITA 011 - 2005/09/29
O destino de hoje, quinta-feira, 29 de Setembro, é a música Enka, um tipo de música tradicional melodramática japonesa oriunda dos períodos Meiji e Taisho.
Equipa de bordo: Fernando Ferreira e Sara Mendes.
Destino: Enka
A música Enka é composta em “oitavas” pentatónicas, as “yonanuki onkai”, ou seja, são apenas utilizadas cinco notas por oitava. O tom nostálgico predomina neste estilo musical, como pode ser ouvido já de fundo em Kawa No Nagare No Yô Ni.
Misora Hibari é a indiscutível rainha Rainha do Enka. Aos sete anos já era cantora, tendo iniciado aos doze anos uma carreira de actriz que contou mais de 60 filmes. Diz-se que a sua música ajudou a reconfortar os japoneses na devastação dos anos de guerra, razão pela qual Kyoto tem um museu em sua honra. Em 1989, aos 52 anos, faleceu de morte súbita.
4. Misora Hibari - Omaini Horata
5. Yamagushi Momoe - Toshi Goru
6. Yuki Saori - Tegani
7. Meiko Kaji - Shura no Hana
Também dividida entre a carreira de actriz e a de cantora, Meiko Kaji é outra das rainhas do Enka. Interpretando vários temas para filmes em que participou, Meiko Kaji ganhou recentemente o reconhecimento fora do Japão pela inclusão de temas seus nas bandas sonoras dos dois volumes de Kill Bill de Quentin Tarantino. Ouvimos [Shura no Hana], em inglês “The Flower of Carnage”, retirado da banda sonora de Kill Bill Volume I, tema composto originalmente para o filme Lady Snowblood em que Kaji era a protagonista.
8. Sayuri Ishikawa - Sayonara No Tsu Basa
9. ( ) - Narutu Kaikyo
10. Yashiro Aki - Ame No Bojo
Yashiro Aki interpreta baladas num tom mais sensual que o habitual na música Enka. Na sua voz ficámos com [Ame no Bojo]. Apesar de nascida na Ilha Formosa, Teresa Teng é também apontada como uma das grandes intépretes da música Enka. Desta senhora, ouvimos [Subaru].
11. Teresa Teng - Subaru
12. Okinawa - Shimauta
13. Itsuki Hiroshi - Fuyu No Hataru
14. Kiyoshi Hikawa - Kiyoshi Konoyoru
Kiyoshi Hikawa tornou-se um cantor Enka porque as pessoas idosas que visitava nos lares ouviam as suas músicas de lágrimas nos olhos. Este é um jovem intérprete Enka, nascido em 1977 em Fukuoka, que agrada particularmente às senhoras mais velhas (mas também não deixa de agradar às mais novas). Em 2000 lançou o single Kiyoshi Konoyoru com o qual nos aproximamos da pista de aterragem.
Nós por cá, e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que tenham tido uma boa viagem. Para a semana estamos de volta, à mesma hora.
terça-feira, setembro 27, 2005
NARITA 010 - 2005/09/22
O destino de hoje, quinta-feira, 22 de Setembro, é um destino que nos agrada particularmente. Estamos de visita, durante uma hora, aos estúdios GHIBLI. Paragem nos filmes que nos preencheram imaginários e nos sons sem os quais fariam sentido.
Em 82 o Topcraft deixa de produzir e em 85 nasce o talvez mais prestigiado estúdio de animação japonesa, capaz de competir com produtoras como a Disney, o Ghibli Studio. O nome, curiosamente, deriva do italiano, e da alcunha dada aos aviões que durante a Segunda Guerra Mundial exploravam o deserto do Sahara, cujo o significado literal era “vento quente”. A conotação pretendida por Hayao Miyazaki e pelo seu mentor, Isao Takahata, era a de que um novo vento se fazia sentir na indústria de animação japonesa. A verdade é que eles inventaram mesmo um estilo. Embora a produtora só tenha sido fundada em 85, a sua origem remonta ao ano de 83 e ao filme Kaze no tani no Naushika (Nausicaa of the Valley of Wind), baseado no manga com o mesmo nome.
1985 – Fundação do Ghibli Studio.
1986 - Tenkuu no Shiro Laputa (Laputa – Castle in the sky) – Filme criado com uma equipa toda renovada e realizado por Hayao Miyazaki. É precisamente neste filme que a paixão de Miyazaki pela aviação se começa a notar. Conta a história de Pazu, um miúdo obcecado com a ideia de voar. Cita, uma rapariga misteriosa que desceu do céu, é salva por Pazu e os dois compõem a dupla de protagonistas do filme, que contam ainda com a ajuda de uns piratas do ar, que são completamente obcecados por Laputa, uma lendária ilha flutuante e que parece ter alguma conexão com Cita.
1988 – Tonari no Totoro (My Neighbor Totoro) – Miyazaki neste filme conta a história terna de Totoro, um espírito da floresta, que Mei e Satsuki encontram numa árvore enorme que fica perto da casa nova onde vivem com o pai. Quando Mei, de apenas 4 anos, descobre que a mãe está hospitalizada e corre perigo de vida, decide sozinha ir visita-la, acabando por se perder, e é precisamente Totoro que a encontra.
1989 – Majo no Takkyubin (Kiki’s Delivery Service) – Este foi o primeiro grande êxito comercial dos estúdios Ghibli, e mais um filme onde não ficam de fora as famosas cenas aéreas de Miyazaki. Kiki é uma aprendiz de bruxa de 13 anos, precisamente a idade na qual as pequenas bruxas devem abandonar a casa dos pais e viver um ano numa cidade onde não exista qualquer bruxa. Acaba por fixar-se numa pequena cidade perto do mar e aí começa a trabalhar num serviço de entregas ao domicílio. Uma história divertida e muito bem realizada é o que podem esperar os ouvintes.
1991 – Omoide Poro Poro (Only Yesterday) – História baseada na manga de Hotaru Okamoto e Yuke Tone, mas cuja a adaptação e direcção devemos ao fantástico Isao Takahata. Taeko é uma jovem de 27 anos que decide passar férias na quinta da avó, durante a viagem é bombardeada com várias recordações da adolescência. A música tem um papel fundamental, neste caso atribuído ao compositor japonês Katsu Hoshi.
1992- Kurenai no Butta (Porco Rosso) – Com uma animação primorosa começou por ser o projecto de uma curta-metragem para a Japan Airlines. A história tem como fundo a Itália no período da Belle Époque. Marco Pagotto é um dos melhores aviadores do exército, que abandona depois da guerra. Reaparece algum tempo depois, misteriosamente transformado num porco (antes um porco que um fascista, diz ele próprio). Um filme de heróis italianos, amores impossíveis e com muitas, muitas aventuras.
1993 – Umi ga Kikoeru (Ocean Waves) – Filme baseado no romance de Himuro Saeko, foi o primeiro dos estúdios Ghibli a não ter base numa história original, e foi o primeiro filme a não ser dirigida por Miyazaki ou Takahata. O filme acabou por ser uma prova aos novos artistas da Ghibli, aqui com uma equipa liderada pelo jovem Kazuya Kondo. O cenário é a cidade de Kochi, e conta a história de uma rapariga universitária que foi transferida de Tóquio para uma das instituições de ensino superior de Kochi.
1994 – Heisei Tanuki Gassen Pompoko – Guião e realização a cargo de Isao Takahata, ainda que a ideia do o realizar tenha partido de Miyazaki. A história é baseada num projecto de urbanização, de umas colinas perto de Tóquio, do governo japonês. As colinas que se julgavam inabitadas, eram na realidade habitadas por dois clãs de Tanuki, que posteriormente se vêem obrigados a lutar entre eles devido à escassez de comida e espaço. No entanto têm um inimigo comum: o homem. Filme com um grande impacto fora do Japão, ao qual se deveu a nomeação para um Óscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
1995 – Mimi Wo Sumaseba (Whisper of the Heart) – A história da amizade de Shizuku e Seiji, que se conhecem durante umas férias. Ela adora ler e ele tem o sonho de vir a ser um grande construtor de violinos, sonho ao qual os pais se opõem. Escrita por Miyazaki e realizada por Yoshifumi Kondo.
1995 – On Your Mark – Curta-metragem, de apenas 7 minutos, escrita e realizada por Hayao Miyazaki. Trata-se de um vídeo musical da banda japonesa Chage & Aske utilizado para fazer promoção dos concertos da banda. A história é passada num futuro próximo em que a humanidade se vê obrigada a viver em abrigos subterrâneos.
1997 – Mononoke Hime (Princess Mononoke) – Realizado por Hayao Miyazaki, tornou-se até à data no maior êxito dos estúdios Ghibli. Foi até ao momento o filme com mais espectadores da história do Japão, superado posteriormente pelo filme “A Viagem de Chihiro”. A história desenrola-se durante o período feudal do Japão, período no qual as guerras pelo poder eram uma constante. O caos japonês foi ainda complementado com a aparição de armas de fogo provenientes da Europa. Esta era uma época em que ainda existiam muitas florestas virgens no Japão, e lendas que de espíritos as protegiam. A luta dos espíritos, liderados por uma rapariga criada na floresta, contra os homens é o que conta este filme, acompanhado por uma soberba banda sonora composta por Joe Hisaishi.
1999 – Tonari no Yamada-kun (My Neighbors the Yamadas) – Dirigido por Isao Takahata.
2001 – Sen to Chihiro no Kamikakushi (Spirited Away) – Filme de Miyazaki, vencedor de um Óscar para Melhor Filme de Animação, e vencedor exequo de um urso de ouro no Festival de Cinema de Berlim, na categoria de melhor filme. Conta a história de Chihiro, uma criança de de 10 anos, que se vê obrigada a mudar de cidade, deixando tudo para trás. Na viagem para a nova casa, os pais enganam-se no caminho e vão dar a um misterioso túnel, aparentemente sem saída. O túnel leva-os a uma cidade fantasma onde são recebidos com um enorme banquete. A banda sonora, mais uma vez, ficou a cargo de Joe Hisaishi.
2002 – Neko no Ongaeshi (The Cats Returns) – Sequela do “Whisper of the Heart”. Dirigido por Hiroyuki Morita. Depois de salvar um gato, uma rapariga vê-se acidentalmente comprometida com um gato príncipe e presa num mundo mágico.
2002 – Ghiblies Episode 2 – Apresentado no cinema ao mesmo tempo que “The Cats Returns”.
2004 – Hauru no Ugoku Shiro (Howl’s Moving Castle) – Dirigido por Hayao Miyazaki. Uma história de amor entre uma rapariga de 18 anos, chamada Sophie, amaldiçoada por uma bruxa e condenada a ficar presa num corpo de velha, e Hauru um jovem mágico. Sob a maldição, Sophie parte à procura de uma solução e acaba no estranho castelo de Hauru. No Castelo ela conhece um demónio chamado Calcifer, que vendo que ela está amaldiçoada propõe-lhe uma troca, ela convence Hauru e liberta-lo e ele salva-a da maldição.
Aterragem conseguida apesar de toda a turbulência sentida durante a viagem. Nós por cá, e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que tenham tido uma boa viagem. Para a semana estamos de volta, à mesma hora.
Sayounara
sexta-feira, setembro 16, 2005
NARITA 009 - 2005/09/15
1. Kazumoto Endo - 02
2. Gerogerigegege - Yasukuni Jinja
3. Merzbow - Mantra 1
4. Merzbow -Untitle from Sha-mo
5. C.C.C.C- Test Tube part1
6. Hijokaidan - Bad Character, but great sounds
7. Boredoms - Special Punk King
8. Merzbow + Alec Empire - The full destroyer...
9. Gerogerigegege - Gay sex can be aids
10. Zeni Geva - Blood Sex
11. Merzbow - Untitle tape drum solo
Minnasan oyasumi nasai! ^_^
sexta-feira, setembro 09, 2005
NARITA 008 - 2005/09/08
Embarcamos todas as quintas-feiras pelas 21 horas. Terminal 107.9, aeroporto internacional de Tóquio, NARITA. Nesta quinta-feira, 8 de Setembro, seguimos viagem para o nosso destino: VK, Visual Key.
Os elementos das bandas são geralmente homens, ainda que se apresentem com um visual muito particular, conferindo-lhes o estatuto de personagens andróginas. Algumas das polaróides abaixo exemplificam na perfeição o conceito Visual Key.Maquilhagens marcadas, vestuário extravagante, remetendo-nos para os anos 80, e postura teatral em palco também fazem parte da cultura VK, maioritariamente seguida por adolescentes do sexo feminino.
Visual Key é deste modo, mais um tipo de bandas do que um estilo musical. O visual é elaborado através de muitas influências, como personagens de jogos de computador ou de séries de anime. Frequentemente estas bandas, e embora toquem J-Rock, são confundidas com bandas góticas, devido à apresentação das mesmas. No entanto o movimento gótico japonês rejeita partilhar esse estatuto com o VK, atribuindo título próprio ao cruzamento entre o visual gótico e o VK, Gothic Lolita. Não tendo este termo qualquer conotação sexual, apenas querendo remeter o conceito para uma combinação de meigo e infantil.
2. Laraine – Trailer


9. Duel Jewel – Rain
