Mesmo à acabar o ano deixamos 3 videos de bandas que tiveram destaque neste ano de 2008 e que lançaram albuns que o Narita escolhe para a lista dos melhores de 2008.
YMCK - Starlight [Family Music]
The Telephones - Sick Rock [Japan]
Boris - Statement [Smile]
domingo, dezembro 28, 2008
sábado, dezembro 20, 2008
NARITA #164 - 20.12.2008
Por motivos de festividades o vôo com partida de Narita teve que o mesmo destino que a viagem anterior.
Pedimos desculpas a todos os ouvintes que estamos à espera de uma nova rota no vôo 107.9.
Pedimos desculpas a todos os ouvintes que estamos à espera de uma nova rota no vôo 107.9.
sábado, dezembro 13, 2008
NARITA #163 - 13.12.2008
A equipa de bordo desta semana conduziu uma viagem com alguns passageiros ocidentais a convite dos cinco passageiros especiais: nas coordenadas de voo, as muitas vidas paralelas e revistas dos Pizzicato Five!
Partida do Terminal 107.9. Aeroporto Internacional de Tóquio – Narita!
Para descolarmos este voo, precisámos primeiro de fazer uma viagem no tempo. Recuámos então a 1985... Nessa altura, cinco amigos, Yasuharu Konishi, Keitarō Takanami, Ryō Kamomiya, Mamiko Sasaki e Shigeo Miyata decidiram juntar-se sob um nome que viria a ser dos mais conhecidos no ocidente, em termos de música nipónica. Aproveitando o nome dado à técnica de pinçar as cordas dos instrumentos, um modo de tocar os instrumentos de corda muito utilizado no jazz, os cinco constituiram então os Pizzicato Five, mas, quase ao mesmo tempo que escolhiam o nome, viam-se reduzidos a quatro elementos, já que Miyata decidiu abandonar o projecto.
O nome manteve-se e os primeiros singles e álbuns começaram a surgir, mas sem grande sucesso comercial.
01. Love’s Theme (Automator Mix) [de Happy End Of You]
O fracasso do primeiro disco, Couples, e a consequente pressão por parte da editora, levaram a que o quarteto ficasse reduzido a um duo, com a saída de Kamomiya e Sasaki. A banda encontrou então uma nova voz, a de Takao Tajima. A busca pelo sucesso comercial continuava, com mais três discos: Belissima, On Her Majesty's Request e Soft Landing On The Moon. Mas não foi nos anos 80 que a banda de Hokkaido conheceu o sabor do sucesso comercial...
02. Trailer Music (808 State Remix) [de Happy End Of You]
A chegada aos anos 90 mudou o rumo da carreira dos Pizzicato Five e viu a banda sofrer mais uma série de alterações: primeiro chegou uma nova voz, feminina, de Maki Nomiya; cerca de um ano depois, a formação voltou a mudar, já que Takao Tajima deixou os Pizzicato Five para começar os Original Love.
Entre os muitos EP’s que a banda lançava, surgiu um álbum que havia de mudar o panorama musical japonês. This Year's Girl, inspirado nos samplings de bandas como os De La Soul, revestia-se de uma energia cativante que até aí a banda não tinha conseguido transmitir. Twiggy Twiggy e Baby Love Child começaram a revolução na cena Shibuya-kei...
03. Twiggy Twiggy [de Pink no Kokoro]
O sucesso comercial chegou finalmente: campanhas comerciais, séries televisivas,programas infantis, tudo parecia agora revestir-se do som dos Pizzicato Five. É mais ou menos por esta altura que a colaboração com Cornelius se inicia, por altura do álbum Bossa Nova 2001. A atenção começava a chegar também de outros países, daí que não fosse de estranhar a estreia nos Estados Unidos, pela mão da Matador Records. EP’s e álbuns sucediam-se, quase sempre com diferentes edições no Japão e no resto do mundo.
Mas a formação voltou a sofrer uma alteração: pouco antes do lançamento de Overdose: Keitarō Takanami deixou a banda. Restavam agora apenas Konishi e Nomiya, um duo que ainda havia de fazer muitos estragos na música pop e não só. 1996 viu o lançamento de Romantique, e o sucesso voltava com músicas como Baby Portable Rock. No ano seguinte, Happy End Of The World, o único album que teve edição semelhante no Japão e fora dele, trazia novo sucesso e uma mão-cheia de músicas que ficaram para a história...
04. Porno 3003: Music for Sofa/Galaxy One/It's All Too Beautiful [de Happy End Of The World]
05. My Baby Portable Player Sound [de Happy End Of The World]
O final dos anos 90 trouxe mais álbuns memoráveis: The International Playboy & Playgirl Record e o homónimo Pizzicato Five (mais tarde lançado pela Matador com o muitas vezes mal interpretado nome The Fifth Release from Matador) continuavam a entusiasmar os novos movimentos da pop, tanto no Japão como nos Estados Unidos e na Europa.
As edições americanas terminaram com este Fifth Release From Matador: só o Japão viu o lançamento de um novo disco dos Pizzicato Five, Çà et là du Japon. Pouco depois, em Março de 2001, a banda anunciou o seu final.
06. Playboy Playgirl [de Playboy & Playgirl]
07. A Room With A View [de The Fifth Release From Matador]
Depois de Março de 2001, tanto Yasuharu Konishi como Maki Nomiya continuaram com projectos paralelos. A partir de 2001, Maki Nomiya retomou a sua carrreira a solo, abordando as sonoridades mais perto da bossa nova. Com variadas colaborações, o Narita escolheu duas para começar a aterragem desta viagem. Primeiro, My Bossa Nova, depois uma surpresa com a versão revista, aumentada e orientalizada de Charma Chameleon, Karma Wa Kimagure.
10. My Bossa Nova [de Miss Maki Nomiya Sings]
11. Karma Wa Kimagure [Oui Oui (Nomiya Maki & Teramoto Rieko) de Cover Lover Vol.1 - Bossa de Punk]
Actualmente, Konsihi encontra-se mais ligado às edições relacionadas com entretenimento, através, por exemplo, da sua editora, a 524 (ou, em japonês, ko-ni-shi). No entanto, continua uma muito prolífica actividade enquanto produtor, compositor, DJ e remisturador, sendo reconhecidas neste campo as suas resmisturas para música de desenhos animados. Quase no final da viagem desta semana, algumas pérolas da carreira de Konishi, como esta resmistura para Cornelius, Count 5,6,7,8.
12. Count 5, 6, 7, 8 (Yasuharu Konishi Remix) [do Ep de Cornelius FM Fantasma Mix]
Final da viagem de Narita. A hora de chegada foi, como sempre, a prevista! Para a semana, nova viagem com destino ao Japão. Até lá, nós por cá e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que a viagem desta semana vos tenha deixado com apetite para novos regressos ao país do sol nascente. Até ao final, e para uma aterragem calma e bem disposta, recordámos o imaginário da Disney, visto por Yasharu Konishi, o único dos membros dos Pizzicato Five a ter percorrido os muitos álbuns e os 16 anos de actividade da banda. It’s a Small World... Boa noite!
12. It’s A Small World [de Readymade Digs Disney]
Partida do Terminal 107.9. Aeroporto Internacional de Tóquio – Narita!
Para descolarmos este voo, precisámos primeiro de fazer uma viagem no tempo. Recuámos então a 1985... Nessa altura, cinco amigos, Yasuharu Konishi, Keitarō Takanami, Ryō Kamomiya, Mamiko Sasaki e Shigeo Miyata decidiram juntar-se sob um nome que viria a ser dos mais conhecidos no ocidente, em termos de música nipónica. Aproveitando o nome dado à técnica de pinçar as cordas dos instrumentos, um modo de tocar os instrumentos de corda muito utilizado no jazz, os cinco constituiram então os Pizzicato Five, mas, quase ao mesmo tempo que escolhiam o nome, viam-se reduzidos a quatro elementos, já que Miyata decidiu abandonar o projecto.
O nome manteve-se e os primeiros singles e álbuns começaram a surgir, mas sem grande sucesso comercial.
01. Love’s Theme (Automator Mix) [de Happy End Of You]
O fracasso do primeiro disco, Couples, e a consequente pressão por parte da editora, levaram a que o quarteto ficasse reduzido a um duo, com a saída de Kamomiya e Sasaki. A banda encontrou então uma nova voz, a de Takao Tajima. A busca pelo sucesso comercial continuava, com mais três discos: Belissima, On Her Majesty's Request e Soft Landing On The Moon. Mas não foi nos anos 80 que a banda de Hokkaido conheceu o sabor do sucesso comercial...
02. Trailer Music (808 State Remix) [de Happy End Of You]
A chegada aos anos 90 mudou o rumo da carreira dos Pizzicato Five e viu a banda sofrer mais uma série de alterações: primeiro chegou uma nova voz, feminina, de Maki Nomiya; cerca de um ano depois, a formação voltou a mudar, já que Takao Tajima deixou os Pizzicato Five para começar os Original Love.
Entre os muitos EP’s que a banda lançava, surgiu um álbum que havia de mudar o panorama musical japonês. This Year's Girl, inspirado nos samplings de bandas como os De La Soul, revestia-se de uma energia cativante que até aí a banda não tinha conseguido transmitir. Twiggy Twiggy e Baby Love Child começaram a revolução na cena Shibuya-kei...
03. Twiggy Twiggy [de Pink no Kokoro]
O sucesso comercial chegou finalmente: campanhas comerciais, séries televisivas,programas infantis, tudo parecia agora revestir-se do som dos Pizzicato Five. É mais ou menos por esta altura que a colaboração com Cornelius se inicia, por altura do álbum Bossa Nova 2001. A atenção começava a chegar também de outros países, daí que não fosse de estranhar a estreia nos Estados Unidos, pela mão da Matador Records. EP’s e álbuns sucediam-se, quase sempre com diferentes edições no Japão e no resto do mundo.
Mas a formação voltou a sofrer uma alteração: pouco antes do lançamento de Overdose: Keitarō Takanami deixou a banda. Restavam agora apenas Konishi e Nomiya, um duo que ainda havia de fazer muitos estragos na música pop e não só. 1996 viu o lançamento de Romantique, e o sucesso voltava com músicas como Baby Portable Rock. No ano seguinte, Happy End Of The World, o único album que teve edição semelhante no Japão e fora dele, trazia novo sucesso e uma mão-cheia de músicas que ficaram para a história...
04. Porno 3003: Music for Sofa/Galaxy One/It's All Too Beautiful [de Happy End Of The World]
05. My Baby Portable Player Sound [de Happy End Of The World]
O final dos anos 90 trouxe mais álbuns memoráveis: The International Playboy & Playgirl Record e o homónimo Pizzicato Five (mais tarde lançado pela Matador com o muitas vezes mal interpretado nome The Fifth Release from Matador) continuavam a entusiasmar os novos movimentos da pop, tanto no Japão como nos Estados Unidos e na Europa.
As edições americanas terminaram com este Fifth Release From Matador: só o Japão viu o lançamento de um novo disco dos Pizzicato Five, Çà et là du Japon. Pouco depois, em Março de 2001, a banda anunciou o seu final.
06. Playboy Playgirl [de Playboy & Playgirl]
07. A Room With A View [de The Fifth Release From Matador]
Depois de Março de 2001, tanto Yasuharu Konishi como Maki Nomiya continuaram com projectos paralelos. A partir de 2001, Maki Nomiya retomou a sua carrreira a solo, abordando as sonoridades mais perto da bossa nova. Com variadas colaborações, o Narita escolheu duas para começar a aterragem desta viagem. Primeiro, My Bossa Nova, depois uma surpresa com a versão revista, aumentada e orientalizada de Charma Chameleon, Karma Wa Kimagure.
10. My Bossa Nova [de Miss Maki Nomiya Sings]
11. Karma Wa Kimagure [Oui Oui (Nomiya Maki & Teramoto Rieko) de Cover Lover Vol.1 - Bossa de Punk]
Actualmente, Konsihi encontra-se mais ligado às edições relacionadas com entretenimento, através, por exemplo, da sua editora, a 524 (ou, em japonês, ko-ni-shi). No entanto, continua uma muito prolífica actividade enquanto produtor, compositor, DJ e remisturador, sendo reconhecidas neste campo as suas resmisturas para música de desenhos animados. Quase no final da viagem desta semana, algumas pérolas da carreira de Konishi, como esta resmistura para Cornelius, Count 5,6,7,8.
12. Count 5, 6, 7, 8 (Yasuharu Konishi Remix) [do Ep de Cornelius FM Fantasma Mix]
Final da viagem de Narita. A hora de chegada foi, como sempre, a prevista! Para a semana, nova viagem com destino ao Japão. Até lá, nós por cá e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que a viagem desta semana vos tenha deixado com apetite para novos regressos ao país do sol nascente. Até ao final, e para uma aterragem calma e bem disposta, recordámos o imaginário da Disney, visto por Yasharu Konishi, o único dos membros dos Pizzicato Five a ter percorrido os muitos álbuns e os 16 anos de actividade da banda. It’s a Small World... Boa noite!
12. It’s A Small World [de Readymade Digs Disney]
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Various Artists - m100
A MiMi Records acaba de lançar a sua edição número 100 mesmo a acabar este ano de 2008. M100 é uma compilação de 8 temas no feminino que navega da indietronica lo-fi ao dark ambient. 
Download (.zip)

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sábado, dezembro 06, 2008
NARITA #162 - 06.12.2008
A viagem de hoje é praticamente a custo 0, pois temos como destino sobrevoar mais uma vez o mundo das netlabels quer sejam elas japonesas quer sejam de outros países mas que editam artistas japoneses.
01. Miwa Momo Hojo & Yuichi Nagao - A missile from me
02. Meso Meso - Tsukiiro
03. Koutaru Fukui - ISO
04. Quinka, with a Yawn - mae o muku hito
05. Furil - Wonderland
06. Warutsu - Suzuri
07. Myama Toyono - Mizu no soko
08. Aki Shuko - ____
09. Sakai Honoka - Cheese Cake
10. Art Space - Paris Short version
11. Table Music Meeting - Childwood
01. Miwa Momo Hojo & Yuichi Nagao - A missile from me
02. Meso Meso - Tsukiiro
03. Koutaru Fukui - ISO
04. Quinka, with a Yawn - mae o muku hito
05. Furil - Wonderland
06. Warutsu - Suzuri
07. Myama Toyono - Mizu no soko
08. Aki Shuko - ____
09. Sakai Honoka - Cheese Cake
10. Art Space - Paris Short version
11. Table Music Meeting - Childwood
sábado, novembro 29, 2008
NARITA #161 - 29.11.2008
Do grindcore ao post-rock, um vôo pelos céus do país do Sol Nascente em mais uma viagem com partida e chegada ao Aeroporto Internacional de Tóquio, Narita.
01. Gang Up On Against - 24hours
02. Bathtub Shitters - Time Out
03. Birushanah - Kairai
04. Aural Fit - Slant Eyes
05. Mad 3 - Metamorphosis for Catharsis
06. Oshiri Penpenz - A moment of a decisive battle came
07. MIR - Yononaka minna hihiyoka
08. Monocism - Seisou
09. 101A - Aerial
01. Gang Up On Against - 24hours
02. Bathtub Shitters - Time Out
03. Birushanah - Kairai
04. Aural Fit - Slant Eyes
05. Mad 3 - Metamorphosis for Catharsis
06. Oshiri Penpenz - A moment of a decisive battle came
07. MIR - Yononaka minna hihiyoka
08. Monocism - Seisou
09. 101A - Aerial
sábado, novembro 22, 2008
NARITA #160 - 22.11.2008
Boa noite! Esta semana o voo de Narita teve partida e chegada na mesma província. Durante uma hora, percorremos o antigo reino de Ryukyu, nos territórios mais a Sul do Japão, e enchemos a cabine de voo com os sons e a cultura de Okinawa.
Partida do Terminal 107.9. Aeroporto Internacional de Tóquio: Narita.
São 169 ilhas dispostas entre as actuais Indonésia, Filipinas, Coreia, China e, claro, o restante território japonês. A província de Okinawa foi, durante muito tempo, um reino independente, o que levou a que nesta parte do Japão se desenvolvesse uma cultura e história bem diferentes do resto do país. Diz-se que, devido aos movimentos comerciais e à proximidade geográfica, a cultura de Okinawa foi mais influenciada pela cultura chinesa que pela japonesa – sempre muito disputado e centro de grandes mudanças, foi aqui que nasceram artes marciais como o karaté, no longínquo século XVI.
Administrado pelos Estados Unidos durante 27 anos, só em 1972 o arquipélago de Okinawa foi devolvido ao Japão
No meio de todas estas alterações políticas, uma forte cultura sempre se manteve e foi desenvolvendo em Okinawa.
O Narita de hoje começa a viagem a esta zona do Japão com uma banda originária da ilha de Ishigaki. Os Begin dão o mote para a descolagem com os sons de sanshin, um instrumento semelhante a um banjo de 3 cordas, típico de Okinawa, que se pode ouvir em Schimanchu nu Takara.
01. Begin - Shimanchu nu Takara
02. Kina Shoukichi and Champloose - Haisai Ojisan
Quando Kina Shoukichi nasceu, Koza ainda não fazia parte da cidade de Okinawa. Na verdade, Koza foi uma das divisões que a administração americana estabeleceu na cidade de Okinawa, alterando as que o regime japonês tinha criado anteriormente. A zona criada inicialmente acabou por ir crescendo e ganhando importância, tornando-se cidade em 1956. Palco de variados motins e confrontos com a administração norte-americana, Koza acabaria por, juntamente com a antiga zona de Misato, gerar a nova cidade de Okinawa, quando o Japão recuperou a soberania sobre o território.
Kina Shoukichi ainda assistiu a muito deste processo, nascido em 1948 na zona de Koza. Durante os anos 70 e 80 teve um papel determinante na cena folk rock que se desenvolvia no Japão, nomeadamente com sucessos como Haisai Ojisan que ouvimos. O actual membro da Casa de Conselheiros e activista pela paz, fazia-se geralmente acompanhar dos Champloose, a sua banda, tal como em Agarizachi.
03. Kina Shoukichi and Champloose – Agarizachi
04. Nēnēs – Kunjan Sabuki
No panorama folk, Okinawa teve uma forte expressão musical. Sempre rodeados dos instrumentos tradicionais, vários artistas e bandas foram construindo uma sonoridade muito típica. Mesmo com a chegada dos anos 90 e o surgimento das girls bands, em Okinawa certas marcas sonoras permaneceram. Exemplo disso são as Nēnēs, que apesar de terem mudado várias vezes de formação e hoje em dia nenhum dos membros originais se encontrar na banda, mantiveram algo constante na sua carreira: o sanshin a acompanhá-las, enquanto cantavam músicas tradicionais de Okinawa, as Shima Uta.
A presença americana, no entanto, conseguiu por vezes fazer-se sentir na música de Okinawa. Reflexo ou não disso, as Nēnēs decidiram rever uma das mais famosas músicas de Bob Marley, No Woman No Cry.
05. Nēnēs – No Woman No Cry
06. Rimi Natsukawa - Tingusa No Hana
07. Haruomi Hosono & Yellow Magic Band – Asatoya Yunta
Associada à música de Okinawa estão certos instrumentos e, também, muitas vezes, a percursão e a dança. Não é por isso de estranhar que o taiko, o grande tambor japonês, esteja associado a algumas das sonoridades vindas destas ilhas. Não aconteceu propositadamente, mas a música de Hidekatsu, natural de Taketomi, uma cidade do extremo Sul de Okinawa, acabou por começar a ser conotada com este tambor, já que muitos grupos de taiko usavam a sua música nas suas apresentações. Apesar de apresentar um som bastante moderno, Mirukumunari é completamente cantada em uchinaguchi, um dialecto de Okinawa e remete para o deus Miruku, o deus da boa colheita. Depois deste tema e do sucesso obtido junto dos grupos de taiko, Hidekatsu começou a compor especialmente para estes e a participar nos seus espectáculos e até digressões.
Ficámos então com o tema que lançou a carreira de Hidekatsu. Entretanto preparámos um comunicado especial para os fãs do Japão.
08. Hidekatsu – Mirukumunari
Braga prepara-se para acolher a performance de BIRUSHANAH, conceituado embaixador do experimentalismo que tradicionalmente caracteriza o movimento artístico contemporâneo predominante no Japão, mais propriamente na cidade de Osaka.
O evento contará ainda com a presença do psicadelismo dos barcelenses COSMIC VISHNU que surgem neste contexto como convidados especiais.
O certame realiza-se no PUZZLE bar e tem o seu início marcado para as 22 horas de Segunda-Feira, dia 24 de Novembro. Para os menos familiarizados com a cidade dos arcebispos, o Narita dá uma ajuda: o PUZZLE bar situa-se na Rua Nova de Santa Cruz, junto à rotunda da Universidade do Minho.
09. Rinken Band – Kansha Sabira
Existem mais particularidades na música de Okinawa do que esta hora de voo poderia mostrar. Em muitas coisas, a estrutura e a temática da música de Okinawa diferem das do restante Japão. Por exemplo, quando se fala da métrica das letras, enquanto a maioria do Japão utiliza a métrica 7-7-7-5, em Okinawa cada verso tem direito a mais uma sílaba. Dizem os peritos que assim se consegue exprimir melhor o sentimento de Okinawa. O Ryuka, verso tradicional de Okinawa, que começou por surgir nas cortes e nas classes mais altas, acabou por ser adaptado pelo povo, já que esta métrica não restringia tanto a expressão como o verso tradicional japonês. Mesmo a escala musical utilizada difere nesta região do Japão: o Ré e o Lá são suprimidos nas escalas, não se sabendo exactamente se pela proximidade aos sons indonésios se por derivação da escala normal.
Claro que estes são os elementos da tradicional música de Okinawa, mas ainda hoje muitos artistas seguem estas linhas, como os Rinken Band, um dos embaixadores das formas tradicionais da música de Okinawa. Para além da forma musical, esta banda que surgiu das cinzas das Nēnēs junta à sua actuação a também tradicional dança Eisa, um género cheio de ritmo, bastante vivo e jovem muitas vezes utilizado nos espectáculos tradicionais.
Para dançar mais um pouco e saborear a snonoridade de Okinawa, ficou mais um tema da Rinken Band, Chabirasai.
10. Rinken Band – Chabirasai
11. Natsuko Godai – Shurei No Mon
Nem só de músicos de Okinawa se faz o Narita desta semana; alguns músicos também se inspiraram no arquipélago e muito especialmente na vibrante cidade de Okinawa para escreverem as suas composições.
Natsuko Godai cantou sobre Shurei No Mon, ou Shureimon, uma das portas da cidade de Naha, a capital de Okinawa. Existente desde o século XVI, é a segunda porta do Castelo de Shuri e reflecte a forte influência chinesa nesta cidade.
Durante a II Grande Guerra Mundial, esta porta, como grande parte do Castelo de Shuri, foi destruída, tendo sido reconstruída graças a campanhas de apoio nos anos 50 e 60. O castelo, no entanto, levou mais tempo a ser reerguido.
Para os aficionados da notafilia, fiquem a saber que esta porta ou portão de Shureimon surge nas notas de 2000 yenes.
Não consta que tenha passado em Naha, mas a cidade de Okinawa deixou uma impressão tão forte em Kazufumi Miyazawa que este escreveu uma canção sobre Okinawa para os The Boom. Com elevada consideração pelo que viu em Okinawa, o músico inclui na canção vocabulário e instrumentos próprios de Okinawa, e a música acabou por ser um enorme sucesso, com versões por diferentes artistas e em diferentes idiomas. Shima Uta, literalmente significando a música da ilha, ficou no ar, enquanto nos preparámos para a aterragem deste voo.
12. The Boom – Shima Uta
Tempo de aterrar este voo de Narita. A hora de chegada foi a prevista. Nós regressamos para a semana, a partir das 21h de Sábado. Até lá, nós por cá e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que tenham tido uma boa viagem nos ares de Okinawa! Para o final, um regresso aos anos 80 e a Neo Geo, um álbum de um artista que não é de Okinawa, mas que neste disco lhe dedica uma canção – Ryuichi Sakamoto aterra esta viagem com Chin Nuku Juushii, Okinawa Song! Boa noite!
13 - Ryuichi Sakamoto - Okinawa Song-Chin Nuku Juushii
Partida do Terminal 107.9. Aeroporto Internacional de Tóquio: Narita.
São 169 ilhas dispostas entre as actuais Indonésia, Filipinas, Coreia, China e, claro, o restante território japonês. A província de Okinawa foi, durante muito tempo, um reino independente, o que levou a que nesta parte do Japão se desenvolvesse uma cultura e história bem diferentes do resto do país. Diz-se que, devido aos movimentos comerciais e à proximidade geográfica, a cultura de Okinawa foi mais influenciada pela cultura chinesa que pela japonesa – sempre muito disputado e centro de grandes mudanças, foi aqui que nasceram artes marciais como o karaté, no longínquo século XVI.
Administrado pelos Estados Unidos durante 27 anos, só em 1972 o arquipélago de Okinawa foi devolvido ao Japão
No meio de todas estas alterações políticas, uma forte cultura sempre se manteve e foi desenvolvendo em Okinawa.
O Narita de hoje começa a viagem a esta zona do Japão com uma banda originária da ilha de Ishigaki. Os Begin dão o mote para a descolagem com os sons de sanshin, um instrumento semelhante a um banjo de 3 cordas, típico de Okinawa, que se pode ouvir em Schimanchu nu Takara.
01. Begin - Shimanchu nu Takara
02. Kina Shoukichi and Champloose - Haisai Ojisan
Quando Kina Shoukichi nasceu, Koza ainda não fazia parte da cidade de Okinawa. Na verdade, Koza foi uma das divisões que a administração americana estabeleceu na cidade de Okinawa, alterando as que o regime japonês tinha criado anteriormente. A zona criada inicialmente acabou por ir crescendo e ganhando importância, tornando-se cidade em 1956. Palco de variados motins e confrontos com a administração norte-americana, Koza acabaria por, juntamente com a antiga zona de Misato, gerar a nova cidade de Okinawa, quando o Japão recuperou a soberania sobre o território.
Kina Shoukichi ainda assistiu a muito deste processo, nascido em 1948 na zona de Koza. Durante os anos 70 e 80 teve um papel determinante na cena folk rock que se desenvolvia no Japão, nomeadamente com sucessos como Haisai Ojisan que ouvimos. O actual membro da Casa de Conselheiros e activista pela paz, fazia-se geralmente acompanhar dos Champloose, a sua banda, tal como em Agarizachi.
03. Kina Shoukichi and Champloose – Agarizachi
04. Nēnēs – Kunjan Sabuki
No panorama folk, Okinawa teve uma forte expressão musical. Sempre rodeados dos instrumentos tradicionais, vários artistas e bandas foram construindo uma sonoridade muito típica. Mesmo com a chegada dos anos 90 e o surgimento das girls bands, em Okinawa certas marcas sonoras permaneceram. Exemplo disso são as Nēnēs, que apesar de terem mudado várias vezes de formação e hoje em dia nenhum dos membros originais se encontrar na banda, mantiveram algo constante na sua carreira: o sanshin a acompanhá-las, enquanto cantavam músicas tradicionais de Okinawa, as Shima Uta.
A presença americana, no entanto, conseguiu por vezes fazer-se sentir na música de Okinawa. Reflexo ou não disso, as Nēnēs decidiram rever uma das mais famosas músicas de Bob Marley, No Woman No Cry.
05. Nēnēs – No Woman No Cry
06. Rimi Natsukawa - Tingusa No Hana
07. Haruomi Hosono & Yellow Magic Band – Asatoya Yunta
Associada à música de Okinawa estão certos instrumentos e, também, muitas vezes, a percursão e a dança. Não é por isso de estranhar que o taiko, o grande tambor japonês, esteja associado a algumas das sonoridades vindas destas ilhas. Não aconteceu propositadamente, mas a música de Hidekatsu, natural de Taketomi, uma cidade do extremo Sul de Okinawa, acabou por começar a ser conotada com este tambor, já que muitos grupos de taiko usavam a sua música nas suas apresentações. Apesar de apresentar um som bastante moderno, Mirukumunari é completamente cantada em uchinaguchi, um dialecto de Okinawa e remete para o deus Miruku, o deus da boa colheita. Depois deste tema e do sucesso obtido junto dos grupos de taiko, Hidekatsu começou a compor especialmente para estes e a participar nos seus espectáculos e até digressões.
Ficámos então com o tema que lançou a carreira de Hidekatsu. Entretanto preparámos um comunicado especial para os fãs do Japão.
08. Hidekatsu – Mirukumunari
Braga prepara-se para acolher a performance de BIRUSHANAH, conceituado embaixador do experimentalismo que tradicionalmente caracteriza o movimento artístico contemporâneo predominante no Japão, mais propriamente na cidade de Osaka.
O evento contará ainda com a presença do psicadelismo dos barcelenses COSMIC VISHNU que surgem neste contexto como convidados especiais.
O certame realiza-se no PUZZLE bar e tem o seu início marcado para as 22 horas de Segunda-Feira, dia 24 de Novembro. Para os menos familiarizados com a cidade dos arcebispos, o Narita dá uma ajuda: o PUZZLE bar situa-se na Rua Nova de Santa Cruz, junto à rotunda da Universidade do Minho.
09. Rinken Band – Kansha Sabira
Existem mais particularidades na música de Okinawa do que esta hora de voo poderia mostrar. Em muitas coisas, a estrutura e a temática da música de Okinawa diferem das do restante Japão. Por exemplo, quando se fala da métrica das letras, enquanto a maioria do Japão utiliza a métrica 7-7-7-5, em Okinawa cada verso tem direito a mais uma sílaba. Dizem os peritos que assim se consegue exprimir melhor o sentimento de Okinawa. O Ryuka, verso tradicional de Okinawa, que começou por surgir nas cortes e nas classes mais altas, acabou por ser adaptado pelo povo, já que esta métrica não restringia tanto a expressão como o verso tradicional japonês. Mesmo a escala musical utilizada difere nesta região do Japão: o Ré e o Lá são suprimidos nas escalas, não se sabendo exactamente se pela proximidade aos sons indonésios se por derivação da escala normal.
Claro que estes são os elementos da tradicional música de Okinawa, mas ainda hoje muitos artistas seguem estas linhas, como os Rinken Band, um dos embaixadores das formas tradicionais da música de Okinawa. Para além da forma musical, esta banda que surgiu das cinzas das Nēnēs junta à sua actuação a também tradicional dança Eisa, um género cheio de ritmo, bastante vivo e jovem muitas vezes utilizado nos espectáculos tradicionais.
Para dançar mais um pouco e saborear a snonoridade de Okinawa, ficou mais um tema da Rinken Band, Chabirasai.
10. Rinken Band – Chabirasai
11. Natsuko Godai – Shurei No Mon
Nem só de músicos de Okinawa se faz o Narita desta semana; alguns músicos também se inspiraram no arquipélago e muito especialmente na vibrante cidade de Okinawa para escreverem as suas composições.
Natsuko Godai cantou sobre Shurei No Mon, ou Shureimon, uma das portas da cidade de Naha, a capital de Okinawa. Existente desde o século XVI, é a segunda porta do Castelo de Shuri e reflecte a forte influência chinesa nesta cidade.
Durante a II Grande Guerra Mundial, esta porta, como grande parte do Castelo de Shuri, foi destruída, tendo sido reconstruída graças a campanhas de apoio nos anos 50 e 60. O castelo, no entanto, levou mais tempo a ser reerguido.
Para os aficionados da notafilia, fiquem a saber que esta porta ou portão de Shureimon surge nas notas de 2000 yenes.
Não consta que tenha passado em Naha, mas a cidade de Okinawa deixou uma impressão tão forte em Kazufumi Miyazawa que este escreveu uma canção sobre Okinawa para os The Boom. Com elevada consideração pelo que viu em Okinawa, o músico inclui na canção vocabulário e instrumentos próprios de Okinawa, e a música acabou por ser um enorme sucesso, com versões por diferentes artistas e em diferentes idiomas. Shima Uta, literalmente significando a música da ilha, ficou no ar, enquanto nos preparámos para a aterragem deste voo.
12. The Boom – Shima Uta
Tempo de aterrar este voo de Narita. A hora de chegada foi a prevista. Nós regressamos para a semana, a partir das 21h de Sábado. Até lá, nós por cá e por lá, no Japão, despedimo-nos, esperando que tenham tido uma boa viagem nos ares de Okinawa! Para o final, um regresso aos anos 80 e a Neo Geo, um álbum de um artista que não é de Okinawa, mas que neste disco lhe dedica uma canção – Ryuichi Sakamoto aterra esta viagem com Chin Nuku Juushii, Okinawa Song! Boa noite!
13 - Ryuichi Sakamoto - Okinawa Song-Chin Nuku Juushii
sexta-feira, novembro 21, 2008
Birushanah em Braga

Braga prepara-se para acolher a performance de BIRUSHANAH, conceituado embaixador do experimentalismo que tradicionalmente caracteriza o movimento artístico contemporâneo predominante no Japão, mais propriamente na cidade de Osaka.
O evento conta ainda com a presença do psicadelismo dos barcelenses COSMIC VISHNU que surgem neste contexto como convidados especiais.
O certame realiza-se no PUZZLE bar e tem o seu início marcado para as *22 horas de Segunda-Feira, dia 24 de Novembro*. O PUZZLE bar situa-se na Rua Nova de Santa Cruz, junto à rotunda da Universidade do Minho.
quarta-feira, novembro 19, 2008
NEZAKURA.JP
NEZAKURA.JP é mais um site japonês ( pois está claro ^^; ) que disponibiliza um bom número de músicas de artistas ou bandas da área do jpop e j-indie.
Desde Março de 2006 que o site está activo e desde então tem divulgado muitos projectos alguns deles já com albuns/EP editados recentemente e outros ainda à procura dos seus 15 minutos de fama.
Vale a pena passar por lá e ouvir algumas coisas...
Desde Março de 2006 que o site está activo e desde então tem divulgado muitos projectos alguns deles já com albuns/EP editados recentemente e outros ainda à procura dos seus 15 minutos de fama.
Vale a pena passar por lá e ouvir algumas coisas...
NARITA #159 - 15.11.2008
A uma semana de mudarmos de material na torre de controlo, o Narita viaja até ao mundo "indie" pop, com algumas turbulências e novidades pelo meio.
01. Hologram - Fuyu
02. Henry Tennis - The Electronic Flute
03. Color Filter - Orbit
04. Dahlia - Hotel Margaret
05. Yoko Ono + Antony and the Johnsons - Toyboat
06. Yaneka - Rajasthan Tanze
07. Lamp - 夜風
08. Lamp - 冷たい夜の光
09. Pop Chocolat - Fuwari
10. Sleep Warp - Overrun
01. Hologram - Fuyu
02. Henry Tennis - The Electronic Flute
03. Color Filter - Orbit
04. Dahlia - Hotel Margaret
05. Yoko Ono + Antony and the Johnsons - Toyboat
06. Yaneka - Rajasthan Tanze
07. Lamp - 夜風
08. Lamp - 冷たい夜の光
09. Pop Chocolat - Fuwari
10. Sleep Warp - Overrun
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